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Seminário 1: Disco de acréscimo em novas anãs

Seminário será apresentado pelo doutorando da UFSC, Wagner Schlindwein

Demais autores: Raymundo Baptista

Resumo: Discos de acréscimos são importantes em uma grande gama de objetos astrofísicos, indo desde a formação estelar e de sistemas planetários até núcleos ativos de galáxias (AGNs), passando por binárias com transferência de matéria. Um dos melhores laboratórios para estudos sobre discos de acréscimo são as estrelas variáveis cataclísmicas (VCs), pois elas não são ocultadas por densas nuvens de poeira (como discos na formação planetária ou estelar), sua evolução é rápida para os padrões astrofísicos (em AGNs a evolução é muito lenta), e, em geral, emitem bastante no óptico e infravermelho. Uma subclasse das VCs são as novas anãs, onde uma estrela de tipo tardio transfere matéria para uma companheira anã branca através de um disco de acréscimo. Novas anãs sofrem erupções recorrentes em escalas de tempo de dias-meses, nas quais o disco de acréscimo aumenta de brilho por fatores 20-100. Dois modelos competem pela explicação das causas dessas erupções. O modelo de instabilidade no disco (DIM) atribui as erupções a uma instabilidade termo-viscosa no disco que o faz transicionar de forma cíclica entre um estado frio e de baixa viscosidade (quiescência) e um estado quente e de alta viscosidade (erupção). Já o modelo de instabilidade na taxa de transferência de matéria (MTIM), atribui as erupções à resposta de um disco com viscosidade constante (e alta) a aumentos súbitos na taxa de transferência de matéria da secundária. Reportaremos os resultados de experimentos observacionais que visam compreender melhor o funcionamento e as condições de contorno nos discos de acréscimos em VCs, e junto apresentaremos as nossas simulações da estrutura e evolução temporal do disco de acréscimo com base no MTIM.